'2021 vai ser um ano mais difícil que 2020 politicamente', diz diretor da Eurasia

 '2021 vai ser um ano mais difícil que 2020 politicamente', diz diretor da Eurasia

Christopher Garman diz que aposta na criação de um novo auxílio dentro do teto de gastos




A presença de aliados do presidente Jair Bolsonaro no comando da Câmara e do Senado facilita a negociação da agenda de ajuste fiscal entre a equipe econômica e os parlamentares. Ainda assim, serão desafios neste início de ano a decisão sobre a reativação ou não do auxílio emergencial, o avanço de uma reforma fiscal e o impacto da crise sanitária e econômica na popularidade do presidente da República. Essas são as projeções do diretor-executivo para as Américas da Eurasia, Christopher Garman.




Em entrevista concedida nesta quarta-feira ao Valor, Garman detalhou como o desdobramento da pandemia no país nas próximas semanas será determinante para definir os movimentos da área econômica em relação a um novo auxílio, que viria com a contrapartida de uma reforma fiscal. Em uma perspectiva otimista, o analista crê que o Congresso aprova até maio três PECs que constituem essa reforma.


Garman antevê avanços na agenda de reformas neste primeiro semestre. Ainda assim, pondera que 2021 vai ser um ano mais difícil do que 2020 politicamente. O analista projeta que Bolsonaro vai enfraquecer e que, quanto mais fraco estiver, maior vai ser a fatura do Centrão para apoiá-lo. Para o diretor da Eurasia, a queda de popularidade do presidente ainda não reflete o fim do auxílio emergencial. "Vai cair mais.” A seguir, os principais trechos da entrevista.

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