Bradesco: Cielo é indispensável para o banco, mesmo sem dar tanyo dinheiro como no passado, diz presidente
Bradesco: Cielo é indispensável para o banco, mesmo sem dar tanyo dinheiro como no passado, diz presidente
De acordo com Octavio de Lazari Jr, empresa agora começa a se recuperar, com foco no varejo
O presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari Jr, afirmou que a Cielo - controlada em conjunto com o Banco do Brasil - é indispensável para o grupo. Segundo ele, ainda que o Bradesco não ganhe mais tanto dinheiro com a contabilização da equivalência patrimonial da Cielo como já ganhou no passado, é impossível ficar sem uma operação de adquirência.
“A Cielo é líder de mercado, mas ficou um tempo sentada em contas de grandes empresas. Depois fez a opção de sair disso e privilegiar o varejo, e agora começa a se recuperar”, comentou. “A adquirência faz parte do nosso core business, é fundamental para termos uma oferta ampla de produtos e serviços”.
Ele ressaltou que a Cielo ainda é líder de mercado, mas reconheceu que novos entrantes se movimentaram mais rápido para se adaptar a novas realidades. “Esse é o turnaround que estamos fazendo na Cielo, que tem que ser mais ágil. O fato de não termos o controle [direto] não significa que não podemos ter produtos e serviços da melhor qualidade. A Cielo vem atendendo bem a gente”.
Questionado em teleconferência com analistas sobre qual seria o nível de payout [porcentagem do lucro líquido distribuído na forma de dividendos ou juros sobre capital próprio] este ano, Carlos Firetti, diretor de relações com o mercado, lembrou que no ano passado havia uma limitação de pagar no máximo 30% do lucro.
“Considerando a expectativa de crescimento da carteira, o nível de rentabilidade implícito no guidance (expectativas), nós vamos continuar gerando capital, e é bem possível que aumente o payout. Não tem um direcionamento definitivo, mas é o caminho que deve se seguir, óbvio que olhando a evolução da pandemia”, explicou.
Perguntado se o payout poderia ser parecido com 2019, quando chegou a quase 50% do lucro, Lazari afirmou que, se não houver surpresas, o Bradesco vai continuar fazendo o que fez nos últimos anos (antes da pandemia), “pagando o dividendo que sempre pagou”.
Ele lembrou ainda que a posição de capital do banco está em um nível mais confortável e continuará crescendo em 2021.
(Esta reportagem foi publicada originalmente no Valor PRO, serviço de informações e notícias em tempo real do Valor Econômico)
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