Em aceno a caminhoneiros, Bolsonaro reclama da Lei de Responsabilidade Fiscal
Em aceno a caminhoneiros, Bolsonaro reclama da Lei de Responsabilidade Fiscal
Presidente prometeu apresentar medidas sobre combustíveis nesta sexta, e tornou a se queixar da exigência constitucional de apresentar fontes alternativas de receitas para reduzir impostos
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (4), durante evento no Paraná, que nesta sexta (5) anunciará medidas sobre combustíveis.
Bolsonaro voltou a reclamar do fato da obrigatoriedade de achar uma fonte de receita para compensar redução de impostos.
Na semana passada, chegou a dizer que proporia ao ministro Paulo Guedes (Economia) que a reforma tributária retire esta exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal.
"Amanhã tem um assunto de extrema importância para todos nós que devemos resolver. Tem a ver com caminhoneiros, os taxistas, Uber e vocês que têm carro particular. Convocamos todos amanhã para esta reunião", anunciou, durante evento no Paraná em que inaugurou um centro de treinamento de atletismo. Sem entrar em detalhes, ele voltou a reclamar sobre a cobrança de ICMS sobre o diesel.
"Nós zeramos a Cide, temos outro imposto que tem a ver com o PIS/Cofins. O nosso é previsível, é R$ 0,33, já o ICMS cada Estado tem um valor. E ele varia de hoje para amanhã. E nós devemos viver na base da previsibilidade. Tem que ser tratado desta maneira, não escondido em um canto", reclamou o presidente.
No discurso, o presidente agradeceu aos caminhoneiros pela "não adesão à greve" e disse que, somada à pandemia, ela criaria problemas. Ao se referir à covid-19, que já matou mais de 227 mil pessoas no país, voltou a dizer que os brasileiros precisam "enfrentar" o vírus.
"Temos que enfrentar os problemas, somos passageiros aqui na Terra", afirmou.
Aclamado pela plateia de convidados no evento, o presidente voltou a desconsiderar a política de cotas, dizendo que todos são iguais no país e que não deve haver distinção sobre raça. "Temos aqui o Marcello Negão [secretário de Esportes] e o Helio Negão [deputado], foram escolhidos por competência, não por cota", afirmou.
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