França descarta novo “lockdown” para combater a covid-19, mas manterá restrições
França descarta novo “lockdown” para combater a covid-19, mas manterá restrições
Segundo primeiro-ministro, o país está conseguindo “manter a epidemia sob controle”, preservando ao máximo a vida econômica e social dos franceses
O primeiro-ministro da França, Jean Castex, afirmou nesta quinta-feira que a situação da epidemia de covid-19 no país continua preocupante, mas descartou a hipótese de decretar um novo “lockdown” para combater a doença.
“Devemos manter as restrições atuais que já estão em vigor”, disse ele em entrevista coletiva. “Mas a situação neste momento não justifica um novo ‘lockdown’ nacional”, acrescentou Castex.
Na avaliação do primeiro-ministro, a França está conseguindo “manter a epidemia sob controle”, preservando ao máximo a vida econômica e social dos franceses.
Em vez do “lockdown”, o governo adotou um toque de recolher nacional, exigindo que os franceses fiquem em casa entre 18h e 6h, e restrições adicionais na fronteira, que entraram em vigor neste mês para impedir a entrada de novas variantes do vírus no país.
Apesar da avaliação de Castex, a crescente pressão sobre o sistema hospitalar da França pode forçar o presidente do país, Emmanuel Macron, a decretar um novo “lockdown”, que seria o terceiro desde o início da pandemia.
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Castex reconheceu que a campanha de vacinação na França está mais lenta do que em outras regiões, mas argumentou que isso tem relação com a decisão do governo de priorizar idosos que vivem em casas de repouso, o grupo que, segundo ele, é o mais vulnerável do país.
Segundo o premiê, a França está dentro da meta de vacinar cerca de 4 milhões de pessoas até o fim de fevereiro. Vacinas da AstraZeneca, aprovadas pela agência reguladora europeia na última sexta-feira, devem chegar no país ainda nesta semana e ajudarão na campanha de imunização.
(Esta reportagem foi publicada originalmente no Valor PRO, serviço de informações e notícias em tempo real do Valor Econômico)
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